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Presença indígena na unidade do Grupo Cativa em Campo Grande (MS) é 37 vezes maior que a média nacional

Presença indígena na unidade do Grupo Cativa em Campo Grande (MS) é 37 vezes maior que a média nacional
Presença indígena na unidade do Grupo Cativa em Campo Grande (MS) é 37 vezes maior que a média nacional

A unidade do Grupo Cativa de Campo Grande (MS) conta com cerca de 15% do quadro funcional representado por indígenas. O dado contrasta com a realidade brasileira, em que essa população representa, em média, 0,4% nas empresas, segundo estudo do Instituto Ethos.

Parte dos colaboradores vive em aldeias e se desloca diariamente para o trabalho, enquanto outros residem na cidade, mantendo vínculos com suas comunidades de origem. Os laços familiares com as aldeias seguem presentes no dia a dia.

Taynara Marques, da comunidade Inamati Kaxe, é costureira no Grupo Cativa

Entre eles, está a costureira Taynara Marques, da comunidade Inamati Kaxe, ou Novo Dia, em português. Ela conta que cresceu entre a aldeia e a cidade, após a família buscar oportunidades de trabalho fora da comunidade.

Hoje, vivendo em uma comunidade indígena em Campo Grande, Taynara mantém costumes e tradições no cotidiano, como o uso de pinturas e acessórios culturais. Para ela, preservar essa identidade também é uma forma de ensinar as próximas gerações.

“Eu sempre ensino meus filhos a não terem vergonha de onde vêm. A gente não pode esconder o que está no nosso sangue”, afirma.

Presença indígena na unidade do Grupo Cativa em Campo Grande (MS) é 37 vezes maior que a média nacional
Presença indígena na unidade do Grupo Cativa em Campo Grande (MS) é 37 vezes maior que a média nacional

Segundo Taynara, ainda existe, por parte de algumas pessoas indígenas, o receio de enfrentar situações de preconceito, o que pode dificultar a inserção no mercado de trabalho. 

Ao mesmo tempo, ela avalia que a presença de mais pessoas indígenas na empresa contribui para fortalecer esse sentimento de pertencimento e encorajar outros a se reconhecerem e se afirmarem.

A relação com a cultura também está presente na rotina da família. Mesmo vivendo na cidade, ela mantém o contato frequente com a aldeia e incentiva os filhos a aprenderem e compreenderem o idioma indígena, além de participarem de atividades culturais.

Em meio às preparações para o Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (19), alguns colaboradores já incorporam ao cotidiano elementos das celebrações, como as pinturas tradicionais.

Segundo Taynara, a tinta é feita a partir do jenipapo, fruto do qual é extraído um líquido escuro. Após o preparo, o pigmento é aplicado na pele e ganha intensidade com o tempo, podendo permanecer por cerca de 10 a 15 dias. 

A empresa reúne colaboradores de diferentes regiões e comunidades indígenas de cidades vizinhas, como Miranda, Sidrolândia e Aquidauana.

Saiba mais

De acordo com o censo de 2022 do IBGE, a população indígena brasileira é de cerca de 1,7 milhão de pessoas. Em Campo Grande, são 18.434 indígenas em uma população de aproximadamente 898 mil habitantes. 

O Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (19), reforça a importância da valorização da diversidade cultural desses povos e da garantia de seus direitos no país.

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